A exploração de petróleo avança na Foz do Amazonas, e o risco ambiental aumenta na região.

Por: Airton Noé A. da Silveira – Eng. ambiental

08/02/26

A Petrobras foi autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis para retomar a perfuração em um poço localizado na Bacia da Foz do Amazonas. As perfurações estavam paralisadas desde 6 de janeiro deste ano, conforme divulgado na Reuters, em função de um vazamento de fluído sintético na região da exploração.
Segundo a Agência (ANP), a Petrobras foi notificada e deverá seguir algumas condicionantes para prosseguir, como, por exemplo, providenciar a troca de elementos de vedação das tubulações que conduzem os fluidos e também deve haver um treinamento dos envolvidos neste processo.
O vazamento de fluido ocorreu em 4 de janeiro, e aconteceu entre o poço Morpho, em processo de perfuração, e o navio-sonda, e isso acontece a cerca de 175 km da costa do Amapá.
Este fluido de perfuração, também chamado de lama, é utilizado no resfriamento da broca de perfuração, controle de pressão e remoção de partículas de rocha e sedimentos. 

   Região do vazamento do fluído de perfuração.    Fonte: Google Earth

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) lavrou um auto de infração contra a Petrobras no valor de R$ 2,5 milhões por um vazamento de fluido de perfuração de poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, em janeiro.
Fonte: CNN – 6/02/26
O Ibama autorizou a Petrobras a realizar perfurações em um poço de águas profundas, localizado na região da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. Isso ocorreu em outubro de 2025 e esta região contempla uma área desde o Amapá até o Rio Grande do Norte. 
A exploração de petróleo nesta região recebe muitas críticas, pois este tipo de atividade pode oferecer altos riscos e causar graves problemas ambientais.
O grau de impacto ambiental da exploração de petróleo do bloco 59, na Bacia da Foz do Amazonas, é de nível máximo, de acordo com avaliação do Ibama. 
Fonte: Greenpeace
O risco oferecido à região em função dos processos de exploração de petróleo e gás natural engloba toda a fauna e flora com a sua biodiversidade conhecida e também a que ainda não conhecemos, ecossistemas locais, povos tradicionais e suas terras indígenas, e uma vasta extensão que pode ser contaminada e destruída conforme as correntes marítimas ainda podem espalhar petróleo de vazamentos em casos de acidentes em alto mar. 
Em nota divulgada na época, a companhia afirmou ainda que adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes. Acrescentou que o fluido “atende aos limites de toxicidade permitidos” e é biodegradável, sem risco ao meio ambiente ou à população.
Fonte: G1 – 4/02/26
Este processo que está sendo realizado, segundo a Petrobras, na região da Foz do Amazonas, ainda não gera a produção de petróleo, pois contempla pesquisa e coleta de dados geológicos para identificar a presença de petróleo e gás natural viáveis para a extração em larga escala.
A perfuração em questão tem ligação no bloco FZA-M-059, que está posicionado em águas profundas no mar, a cerca de 175 km da costa do Amapá, a cerca de 500 km da foz do Rio Amazonas, e possui cerca de 268 mil km².
O governo estima que a Margem Equatorial teria reservas que permitiriam explorar 1,1 milhão de barris de petróleo diariamente. É mais do que a capacidade dos dois principais campos da Bacia de Santos: Tupi, com cerca de 850 mil barris por dia, e Búzios, que ultrapassou os 900 mil.
Fonte: G1

Fontes:

CNN  /  Greenpeace  /  G1  / Google Earth

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