Airton N. A. da Silveira. – Eng. Ambiental
09/07/2026
Partindo do princípio de que a agricultura regenerativa é um conjunto de práticas sustentáveis aplicadas na agricultura, que visam restaurar e melhorar a qualidade do solo, da biodiversidade e da resiliência do ecossistema envolvido, podemos aprofundar o tema considerando métodos de como isso é possível em pequena escala.
Mesmo dentro de pequenas propriedades, há certas práticas agrícolas que podem ser atribuídas e adaptadas, considerando exemplos vistos em grandes propriedades que buscam aumentar a sustentabilidade da produção, aliada a uma melhoria conjunta de redução de custos e preservação do meio ambiente.
A agricultura regenerativa cria um ciclo sustentável e positivo tanto para o meio ambiente, quanto para a propriedade que estabelece estas práticas, pois une cuidados de preservação do solo, da água e de todo o aspecto ecológico que pode ser preservado, dentro de um contexto de necessidade de produção de alimentos.

Fig.1: Fatores envolvidos na agricultura convencional e na agricultura regenerativa.
Fonte: Imagem construída no Canva e Photoshop.
Com a aplicação das práticas envolvidas na agricultura regenerativa, também é possível reverter alguns processos de degradação do solo que possam estar presentes em determinada propriedade, por meio de métodos de adubação natural e cobertura verde, que podem restabelecer a resiliência do solo e minimizar processos de erosão.
Os princípios de agricultura regenerativa, aliados à sustentabilidade, também são ótimas ferramentas para deixar as pequenas propriedades mais competitivas. Além de unir um conjunto de práticas que visam a preservação e o equilíbrio do meio ambiente, também podem reduzir custos em função do melhor aproveitamento de insumos e materiais disponíveis dentro de um ciclo de reaproveitamento e reúso.
Para entender melhor como é possível começar a estabelecer práticas de agricultura regenerativa em uma pequena propriedade, é necessário realizar uma avaliação das práticas atuais adotadas e verificar as possibilidades de adaptação e melhorias.
Mesmo dentro de pequenas propriedades, com diferentes focos de produção e sistemas implementados, podemos também seguir um roteiro de avaliação e diagnóstico, e montar uma planilha de implementação:
Fazer um diagnóstico da situação atual
Apontar os pontos críticos
Estabelecer prioridades
Avaliar as possibilidades de melhoria
Estabelecer as metas
Monitorar o plano de ação
A seguir temos um exemplo de planilha que pode servir de base inicial para a avaliação da propriedade e apontar de forma mais clara os pontos que podem ser melhorados. Lembrando que, para cada propriedade, considerando todas as suas particularidades, pode ser preciso adaptar e complementar esta planilha:

Fig.2: Exemplo de plano de ação em planilha para avaliar e implementar melhorias.
Fonte: Airton. N. A. da Silveira.
Ao colocar a sua avaliação em uma planilha como o exemplo anteriormente citado, fica mais fácil apontar detalhes que podem ser reavaliados e monitorados, considerando um processo contínuo de melhoria.
Neste simples exemplo de planilha mencionada, foram colocados pontos-chave da agricultura regenerativa, e são aspectos importantíssimos que fazem parte do ciclo que é necessário adaptar e adotar, buscando alternativas que são mais benéficas neste contexto de sustentabilidade como o foco principal para guiar os processos desenvolvidos na propriedade.
Aponte a situação atual de cada ponto, ou divida em áreas a propriedade, facilitando a implementação por etapas, de forma mais suave e acessível.
Verifique se a prática atual para o ponto analisado está adequada e avalie se há alternativas mais sustentáveis e viáveis de melhoria.
Estabeleça uma meta que seja viável, seguindo a realidade da propriedade, para iniciar as melhorias apontadas a cada ponto analisado. Ao estabelecer as metas, você assume um compromisso consigo mesmo e com a sua propriedade, seguindo um contexto que marca um ponto inicial para a mudança.
Crie um período de monitoramento para este plano de ação, de forma que ele não seja esquecido e que continue auxiliando na implementação dos pontos a serem melhorados. Deixe uma versão impressa em local de fácil acesso e visualização, como um mural pessoal, mesa de lembretes ou pasta com revisão periódica. E atualmente, com o avanço tecnológico, existem milhares de formas de programar lembretes eletrônicos, por meio de aplicativos, alarmes no smartphone, ou pelo Google Tarefas.
Para se aprofundar um pouco mais no tema, você por dar uma conferida neste conteúdo do link a seguir:
Fontes de pesquisa:
Livro: Daniel Christian Wahl – Design de Culturas Regenerativas (2020, Bambual Editora LTDA)
EMBRAPA
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