Um vazamento de gás tóxico em uma empresa de Manaus resultou em 414 pessoas para atendimento médico, e uma multa de R$ 20 milhões.

Por: Airton Noé A. da Silveira. – Eng. ambiental

19/07/26

O vazamento de um gás altamente tóxico ocorreu no final da quarta, 15/07/26, na zona industrial de Manaus, em uma fábrica que possui a produção de monômero de estireno, cujo gás é utilizado na fabricação de borrachas, plásticos e EPS.
O vazamento de monômero de estireno teve origem decorrente de um superaquecimento em um tanque de armazenagem.
Os bombeiros locais precisaram efetuar o resfriamento do tanque da unidade 4 da empresa Videolar-Innova SA, responsável pelos tanques, e análises indicaram danos ambientais ligados à contaminação do solo e em córregos.
As pessoas afetadas pelo vazamento do gás tiveram sintomas como, por exemplo, falta de ar e dores nos olhos, e precisaram buscar atendimento médico.
O monômero de estireno, além de ser tóxico, é um gás inflamável e necessita de um alto controle de armazenagem visando controle de temperatura e pressão.

O químico Armando Santarém, da Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade de Manaus, vistoriou a área. “Essa temperatura também aumentou. Ainda não sabemos qual o motivo pelo qual ela aumentou. Por analogia, o processo que ocorreu lá é semelhante ao que ocorre em uma panela de pressão. Aquela válvula foi uma válvula de escape realmente, para não gerar explosão”, diz Santarém.

Fonte: G1

Fig.1: Localização do tanque onde houve o vazamento de gás e a distância até áreas verdes próximas. Fonte: Google Earth

Segundo reportagem do JN, a vistoria identificou fissuras na bacia de contenção que tem a função de armazenar a água que deveria conter o aumento de temperatura neste tanque de monômero de estireno.
E conforme reportagem do Fala Brasil, em função deste vazamento, a empresa foi multada pelos órgãos competentes em mais de R$ 20 milhões por crimes ambientais. 

Fig.2: O vazamento de gás tóxico em empresa de Manaus resultou em 414 pessoas atendidas e alerta para danos ambientais.  Fonte: G1 / JN

Ainda em função do vazamento deste gás, a área deve ser monitorada pelo pessoal da Secretaria Ambiental do Amazonas, com o intuito de evitar novos incidentes, e para melhor avaliar os danos ambientais locais resultantes.
Mesmo após o vazamento de gás ter sido controlado, a Defesa Civil local alerta a população que, se ainda apresentar algum sintoma de possível intoxicação, procure o mais breve possível o atendimento médico.

Fontes:

G1 / JN

R7 / Fala Brasil

Google Earth

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